05 10 Paulinho Renan Vade Ricardo Márcio

Vereadores de Tatuí debateram durante a 34ª Sessão Ordinária, realizada na última segunda-feira (5), sobre o fechamento do acesso localizado no km 114+800 metros da Rodovia Antônio Romano Schincariol (SP-127), nas proximidades dos bairros Jardim Europa, Jardim Perdizes, Nova Europa e Central Park. Eles foram procurados por moradores da região, que descreveram os transtornos resultantes da decisão da CCR, concessionária de pedágio responsável pela rodovia, em vigor desde 30 de setembro.

Durante a Sessão, foram aprovados dois Requerimentos ao Executivo: o Requerimento 2932/2026, de Márcio do Santa Rita, e o Requerimento 2944/2026, de Renan Cortez, presidente da Câmara, e coautoria de Paulinho Motos. Além disso, também foi protocolado pelos dois vereadores o Requerimento 2945/2026, direcionado à concessionária, para que explique o motivo do fechamento do acesso.

Os vereadores relataram o recebimento de um e-mail encaminhado por moradores que utilizavam o acesso em seus deslocamentos cotidianos, como trabalho, atividades comerciais, entregas e prestação de serviços. Os moradores informaram ter protocolado oficialmente um pedido de informações à concessionária e um pedido de providências à ARTESP (Agência de Transporte do Estado de São Paulo). Essa petição é acompanhada de um abaixo-assinado contra o fechamento do acesso. Moradores dos bairros afetados acompanharam a Sessão.

Na tribuna, Paulinho Motos disse que seu gabinete protocolaria um pedido de providências à ARTESP. “Também estou protocolando, junto com minha assessoria, um ofício diretamente à ARTESP, para que seja feito um estudo técnico para oferecer uma alternativa aos moradores”, declarou. Em aparte, Renan Cortez criticou a empresa por não oferecer alternativas aos moradores. “Essa empresa não foi lá para adequar a entrada e saída dos moradores, ninguém foi lá para fazer uma medição para ver qual o gasto e o custo que a população daqueles bairros vai ter a partir do dia que eles fecharam. Porque fechar é muito simples: acabou, cada um dá o seu jeito... Tem que criar alternativas”, cobrou o presidente da Câmara.

Vade Manoel, que também recebeu o e-mail dos moradores, engrossou a fala dos colegas. “Uma vez que está sendo feito um novo acesso para melhorar o tráfego, não se pode simplesmente fechar o acesso e deixar os moradores à deriva, sem saber o que vai acontecer. Em vez de piorar, de dificultar, nós temos que facilitar a vida das pessoas do nosso município”, disse. Ricardo Trevisano também comentou o assunto na tribuna. “Chegaram [equipe da concessionária] lá e fizeram o fechamento sem falar com os moradores, sem dar explicação. Estudaram tanto tempo, mas chegam lá e colocaram um guard rail, e o povo que se lasque. Infelizmente, é assim que funciona”, lamentou.

Já o vereador Márcio do Santa Rita, no Requerimento à Prefeitura, perguntou quais estudos técnicos justificaram o fechamento do acesso e quais alternativas foram oferecidas à população para minimizar os transtornos. “A população precisa saber como será afetada e quais alternativas terá para seus deslocamentos”, afirmou, no Requerimento. Na tribuna, ele também comentou o fechamento do acesso na SP-127 e mencionou o Requerimento 2726/2026, de sua autoria, aprovado em 14 de setembro, sobre a estrada construída a menos de um metro de 96 residências, no Jardim Vida Nova, o Pacaembu. “Os demais vereadores que passaram aqui falaram sobre esse fechamento [na SP-127], mas também tem a estrada que foi aberta pela Prefeitura lá na região sul, atrás das 96 casas. Não tem dia, não tem hora. De madrugada, os caminhões estão andando nessa estrada e prejudicando 96 famílias”, disse Márcio do Santa Rita.