
Na 24ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal da Estância Turística de Tatuí, realizada na última segunda-feira (13), vereadores criticaram a lentidão com que obras públicas têm sido feitas no município e cobraram agilidade da Administração Municipal, mas também houve elogios ao volume de projetos e equipamentos públicos que Tatuí tem obtido. Entre as obras com atraso, vereadores citaram a Casa da Juventude, o Gatil Municipal, o Campo Municipal, o parque linear, a creche e a escola na região sul.
O primeiro a falar sobre a morosidade na entrega das obras foi o vereador Bossolan da Rádio, ao comentar um Requerimento de autoria do vereador Márcio do Santa Rita sobre a Casa da Juventude, obra anunciada em 2021 e ainda não finalizada. “É um bairro que carece realmente de uma ação voltada à nossa juventude”, disse Bossolan da Rádio, ao parabenizar o colega pelo Requerimento 2218/2026.
No Requerimento, Márcio do Santa Rita explica que o pedido reitera outros pedidos de informação feitos ao longo dos anos, entre os quais os Requerimentos 2843/2025, 2303/2025, 3727/2024, 2338/2024, 1826/2024, que também questionavam o Executivo a respeito do término da construção da Casa da Juventude.
Em aparte, Márcio do Santa Rita disse que essa obra “também está parecendo uma novela, como foi dito aqui pela nobre vereadora Gabriela Xavier, referente ao gatil”. A vereadora havia falado sobre a demora na entrega do local para acolher animais abandonados no início da Sessão. Márcio do Santa Rita prosseguiu: “Nossa cidade tem várias obras paralisadas, para não dizer abandonadas, como a Casa da Juventude, o gatil, o prédio da creche do Pacaembu, a escola do bairro Vida Nova, que está a passos de tartaruga, não sei se vai ter conclusão ou não”, listou.
Sobre a Casa da Juventude, Márcio do Santa Rita disse que a construção está “abandonada” e isso gera prejuízo ao erário. “É dinheiro público que está sendo desperdiçado, jogado no ralo. Por que não se conclui? Inicia obra de um lado, de outro, e essas obras que poderiam estar trazendo um grande benefício para a nossa sociedade estão paradas.”
O vereador João Eder também falou sobre o tema. “Temos a ponte ao final da rua Chiquinha Rodrigues, uma ponte que houve indicação de recurso do Governo Federal para acesso ao Jardim Lírio e que aparentemente aquela obra permanece inacabada. Um dos últimos Requerimentos que fiz e comentei, inclusive em tribuna, que a Prefeitura deveria apontar se recebeu ou não a totalidade dos recursos a nível federal, se não recebeu quais são as razões dessa espera, pois é importante garantir a segurança da população que transita por aquele espaço que vive naquela região”, afirmou.
João Eder também mencionou a promessa de construção de um parque linear na região dos condomínios Reserva do Ypês, que não se efetivou. “Não houve mais movimentações além da instalação de poucas luminárias que não garantem, de fato, a segurança da população que faz uso daquele espaço”, disse o vereador.
RENAN CORTEZ COBRA AGILIDADE E ELOGIA VOLUME DE OBRAS – O presidente da Câmara, Renan Cortez, disse que é necessário cobrar celeridade da Prefeitura, mas também destacou o volume de obras. “Nós temos, sim, obras em uma velocidade que não dá para a gente mensurar o término, numa lentidão, muitas vezes, incompreensível. Inclusive, eu também posso mencionar, entre as que foram mencionadas, a do Campo Municipal, que também está numa morosidade enorme”, iniciou Renan Cortez. Para ele, isso acende o debate acerca dos convênios com o Estado e a União, que teriam parte da responsabilidade pelo atraso de obras. “Então, fica aqui o pedido ao governo e aos responsáveis para que avaliem essa questão, porque são muitas obras que estão sendo feitas no nosso município.”
Por outro lado, o presidente da Câmara mencionou o volume de obras em andamento e comemorou a nova etapa do Centro Especializado em Reabilitação (CER). “Se por um lado, temos essas obras na morosidade, fiquei muito feliz de ver uma publicação da nova etapa do CER sendo iniciada no dia de hoje [segunda-feira, 13] também”, disse Renan Cortez. “O CER, eu também passei lá depois que vi a publicação, é um equipamento grandioso. Nós não podemos, de forma alguma, correr o risco que também se torne moroso pela magnitude e a necessidade do equipamento. A gente parabeniza pela conquista, mas nós precisamos cortar a fita, digamos assim, nós precisamos colocar à disposição da nossa população.”
Em apartes, as vereadoras Cintia Yamamoto e Gabriela Xavier criticaram o responsável pelo setor de convênios da Prefeitura, que envia respostas evasivas à Câmara sobre o andamento das obras municipais. “Ele tem a sem-vergonhice de dizer que as obras estão de vento em popa. Em todos os Requerimentos que ele responde, diz que está caminhando e parece que é um ‘copia e cola’”, comentou Cintia Yamamoto.
Ainda no seu pronunciamento, Renan Cortez elogiou, mas também cobrou o setor responsável pelos convênios, ao falar da importância de se entregar as obras num prazo razoável. “A população aguarda o equipamento. Quando é destinado e apontado uma reforma ou um novo serviço ou um aumento de serviço, é porque existe uma demanda. Se existe uma demanda, existe uma emergência para justificar aquele equipamento. Então, precisamos, sim, que esse setor que toma conta desses contratos, dessa supervisão, dessas empresas que estão executando — fica aqui o meu apelo —, fique em cima desses prazos e notifique as empresas”, cobrou o presidente da Câmara.
